sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ter sucesso ou ser feliz?




Todos nós, habitantes desse pequeno planeta azul que gira pelo universo, queremos ser felizes. Todos os nossos atos, certos ou errados, buscam atrair aquilo que julgamos que nos fará felizes e manter afastadas as causas que nos trazem sofrimento. Essa é uma verdade já percebida por Buda, cerca de 5 séculos antes de Cristo.

Mas pode parecer paradoxal colocar o sucesso e a felicidade em lados opostos da balança da vida. Quando pensamos no sucesso, automaticamente o associamos à felicidade, e projetamos nas pessoas bem sucedidas os nossos anseios de alcançarmos, como elas, a fama, a riqueza, a influência, o relacionamento perfeito ou o poder. Então, nossa busca passa a ser pelo sucesso, como se ele pudesse nos trazer a tão almejada felicidade, como em uma relação de causa e consequência.

O problema é que nosso arsenal de desejos é inesgotável. Nenhum sucesso jamais será suficiente, e sempre faltará alguma coisa para que, enfim, possamos ser felizes. Pensamos que quando atingirmos tal situação, a felicidade baterá sorridente em nossa porta, mas assim que alcançamos o tão sonhado ideal, percebemos que ele ainda não é exatamente o que queríamos. Sempre haverá uma carência a ser preenchida, e ser feliz mais uma vez é adiado para algum ponto no futuro. Temos certeza que seremos felizes no fim do expediente, no fim de semana, nas férias, na aposentadoria. E isso não acontece.

O que é ser bem-sucedido? É ganhar muito dinheiro? É alcançar os elevados postos na empresa? É ser famoso? É encontrar a alma gêmea? Quantas das pessoas que “chegaram lá” são realmente felizes? O que é, de fato, a felicidade? Ela pode ser alcançada? Essas perguntas precisam ser enfrentadas por todos e cada um de nós, para que saiamos da inconsciência de vivermos, de maneira irrefletida, a vida inteira atrás de algo que não nos completa e que nos deixa infelizes.

A boa notícia é que a felicidade pode ser alcançada tanto pelos bem-sucedidos quanto pela grande maioria dos nem-tão-bem-sucedidos assim. E como isso pode ser possível? É que a dimensão da felicidade é interna e independe das conquistas ou desventuras de cada um de nós. É através do conhecimento de nós mesmos que podemos acessar a brisa do infinito, a fragrância da consciência. A busca por estar no momento presente, consciente de nossos pensamentos e atos, é a chave sagrada para alcançarmos a verdadeira felicidade.

E isso não pertence a qualquer categoria de coisas esotéricas, místicas ou alternativas. Ao contrário, pertence à dimensão sagrada do Real, do Verdadeiro, do Imutável, que existe em cada um de nós, que É cada um de nós. Basta que estejamos dispostos a fazer esta viagem interior. Basta que batamos nas portas do Deus interior que habita nossos corações. É aí que está o sucesso, independentemente da situação que possa nos caracterizar externamente.

Dê uma chance a você mesmo e faça a experiência de silenciar, por alguns momentos, o turbulento ambiente de sua mente, que não para, que não descansa e nem deixa você descansar. Busque o sucesso através de momentos de auto-observação. Isso te trará uma paz profunda e, com o tempo, sequer a busca será necessária, porque você se tornará tanto a busca como o objeto desejado. 

Neste momento divino, e somente aí, você será encontrado pela verdadeira e eterna felicidade.

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