quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

New Delhi - Parte 2

Depois de 3 dias em Delhi, algumas conclusões são inevitáveis:

- Não interessa o que faça, você vai pagar mais do que valem os serviços. Mas considere que, se você pagar 50 Rúpias a mais, isso corresponderá a pouco mais de 2 Reais. Além disso não fazer falta pra nenhum viajante brasileiro, via de regra, vai ajudar pessoas, como os "pedaleiros" dos rickshaws, que vivem uma condição de vida miserável. Não fique com raiva e perceba que esse comportamento é necessário para a sobrevivência dessas pessoas.

- É necessário tomar a decisão de dar ou não esmolas. Independente do que decidir, aja sem constrangimento. Nós decidimos não dar, uma vez que são muitas pessoas e se você der para um, corre o risco de receber um enxame de outros pedintes. Mas se você decidir por dar, ande com bastante dinheiro trocado.

- Existe um paradoxo bem patente na cidade. Tudo é caótico: o trânsito, a quantidade de pessoas se esbarrando nas ruas, o mal cheiro, a sujeira. Mas, apesar de tudo isso, as pessoas são muito simpáticas e atenciosas. Todas as vezes que puxamos um mapa, aparecia alguém para nos ajudar, sem querer absolutamente nada em troca. O paradigma da confiança aqui é bem diferente do nosso desconfiado mundo ocidental.

- Não coma frutas ou verduras na rua, que não tenham casca. Comemos melão, banana, tangerina e amendoim, e não tivemos problema. A regra, pra ser mais preciso, é que você vai achar pouca coisa palatável. Traga barras de cereal e outras opções, especialmente se você tem estômago sensível.

- Se você é mulher, sorry, mas não venha para Delhi sozinha. De preferência venha com um homem. Vimos só uma vez duas mulheres "sozinhas" e pareciam bem. Não que você vá sofrer perigos em cada esquina,  mas o indiano é muito curioso com o que é diferente, e mulheres independentes certamente são algo bem distinto da cultura deles. E independente de sua condição, seja discreta ao se vestir.

- Visite os templos, pois eles são muito bonitos. O povo indiano talvez seja o mais devoto do mundo, e essa característica se reflete na grande quantidade de templos. Gostamos muito do Templo de Lótus e o Templo da ISKCON (Hare Krishna).

- Converse e tire fotos com as pessoas. Conte sobre sua família e seu país, e pergunte sobre a vida deles. Tenha tolerância com o inglês do indiano. Para eles, assim como para nós, o inglês é a segunda língua.

- Ande de tuc tuc e de rickshaw. Você vai adorar o fato de que, ao contrário do que parece, chegará são e salvo no destino.

- Beba somente água mineral engarrafada e certifique-se de que a tampa está lacrada, pois se não correrá o risco de consumir uma água "torneiral", com coliformes fecais. Escove os dentes com a mineral, por precaução.

- Não arranque os cabelos se o atendimento em restaurantes não for igual àquele que você recebe em Ipanema, nos Jardins ou no Lago Sul. Entre na vibe mais tranquila e autêntica do indiano.
- Traga colírio. Se esquecer, compre um em Delhi. A poluição vai fazer arder seus olhos. E traga óculos escuros.

- Se você tiver algum problema, em especial na sua chegada, para localizar o hotel, vá até o Centro de Atendimento de Turistas. É confiável e funciona 24 horas por dia. No nosso caso, eles inclusive telefonaram para o hotel para pegar um ponto de referência para o taxista.

- E não deixe de ir ao Main Bazar. Mas nunca, jamais, em tempo algum, se hospede lá.

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